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Artigos : Estranhas reações em Titã levantam hipótese sobre vida.
Enviado por Savino ligado 09/06/2010 15:30:00 (327 leituras)

Dois artigos baseados em dados transmitidos pela sonda Cassini mostram uma atividade complexas na superfície de Titã. Poderia haver lá alguma forma de vida ou, pelo menos, um precursor de uma forma vida baseada em metano? Segundo Darrell Strobel, professor do departamento de Ciências Planetárias da Universidade John Hopkins, moléculas de hidrogênio  estão caindo da atmosfera superior de Titã e desaparecendo na superfície da lua. A conclusão veio de dados provenientes do espectrômetro de íons da Cassini, onde Strobel analisou a distribuição do hidrogênio na superfície de Titã.

Em Titã, o hidrogênio é formado devido à luz ultravioleta do sol que quebra moléculas de metano e acetileno, um processo químico bem conhecido aqui na Terra e que deveria distribuir o hidrogênio de forma mais ou menos igual na atmosfera da lua. O que Strobel descobriu é que as moléculas de hidrogênio estão caindo para superfície de Titã, a uma taxa de 10.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (10E27) por segundo!

 

É como se você tivesse uma mangueira jogando hidrogênio na superfície da lua, mas ele desaparecesse. Eu não esperava esse resultado, pois o hidrogênio é uma molécula quimicamente inerte e leve. Deveria flutuar na atmosfera e escapar para o espaço.

 

A questão agora é se existe alguma coisa em Titã, não-biologico, como algum mineral desconhecido, que está servindo de catalisador e transformando o hidrogênio e o acetileno em metano novamente. A questão fica mais interessante se dermos uma olhada no mapeamento de hidrocarbonetos feito por Roger Clark, do Departamento de Pesquisas Geológicas dos EUA, que diz que apesar das previsões de que o acetileno deveria cobrir a superfície da lua nenhum foi encontrado segundo os dados da Cassini.

O acetileno é uma molécula importante, pois poderia servir como alimento para um tipo de vida baseada em metano. Não seria improvável que o acetileno estivesse sendo usado como comida.

Além do mais, o hidrogênio que desce da atmosfera para a superfície é consistente com modelos que  mostram a vida consumindo a molécula em questão. Chris Mckay, astrobiologo do Centro de Pesquisa Nasa Ames, que propôs um modelo para a vida baseada em metano, traça um paralelo com a Terra:

 

Sugerimos o consumo de hidrogênio por ser o gás mais óbvio para a vida em Titã, tendo um papel muito semelhante ao oxigênio aqui na Terra. Se estes sinais se revelarem como vida em Titã seria duas vezes excitante, pois seria não só a descoberta de vida em outro lugar, mas seria uma segunda forma de vida, totalmente independente da vida baseada em água aqui na Terra.

 

A Cassini não detectou gelo de água na superfície de Titã, mas detectou uma grande quantidade de  benzeno e outros compostos orgânicos ainda não identificados. Uma película de hidrocarboneto vem se formando sobre a superfície da lua, o que torna Titã um local bem movimentado.

Ainda de acordo com Chris Mckay:

 A química atmosférica de Titã está produzindo compostos orgânicos que chovem para a superfície da lua tão rapidamente que mesmo que correntes de metano e etano liquidos lavem a superfície o gelo será coberto novamente. O que quer dizer que Titã é um lugar dinâmico onde a química orgânica está acontecendo agora.

 Com uma temperatura média de 183 graus negativos, metano e etano liquidos são as únicas substancias disponíveis para servir como liquido para os processos da vida. Entretanto, ainda existem muitas hipóteses que podem descartar completamente a hipótese de vida.  Reações químicas envolvendo minerais catalisadores são bem prováveis, entretanto, só saberemos mais quando os dados do último sobrevôo da Cassini forem reduzidos. (O último sobrevôo aconteceu no dia 5 deste mês.)

Se há vida ou princípios dela em Titã, ainda é algo a se discutir e levaremos alguns anos para confirmar isso, entretanto a possibilidade é no mínimo excitante. Não só pelo fato de descobrirmos vida fora da Terra, mas pelo fato (e talvez este sim seja o mais excitante) de serem duas formas de vida com químicas completamente diferentes num mesmo sistema estelar. Supondo que haja a confirmação de vida em um lugar como Titã o que dizer do resto da galáxia... e do universo?

 

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Divulgação científica : CP Entrevista Robert Pappalardo sobre Luas Congeladas.
Enviado por Savino ligado 08/06/2010 23:50:00 (489 leituras)

Saudações colegas do Céu Profundo!

 

Há alguns posts atrás eu havia prometido algumas mudanças e surpresas para vocês, meus nobres leitores e, apesar da demora (tempo tá curto), finalmente posso começar a revelar algumas coisas!

A partir de agora, traremos com alguma frequência entrevistas com personalidades da astronomia nacional e internacional tratando dos mais variados assuntos. Obviamente que no caso das entrevistas em inglês eu irei traduzi-las, pois ninguém tem a obrigação de falar esta língua!

Então, para começar, uma pequena entrevista com o Professor Robert (Bob) Pappalardo, Diretor e Pesquisador  do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) no campo de corpos planetários congelados.

A entrevista foi relativamente curta pois, o Professor Pappalardo, estava no meio de uma viagem quando topou nossa entrevista... Entretanto, estaremos num futuro próximo trazendo ele de volta ao CP, numa entrevista via telefone.

 

Sem mais delongas, com a palavra, o Professor Bob Pappalardo:

 

Savino,

Essas questões que você me enviou realmente tomariam muito tempo para responder, porém coloquei algumas respostas rápidas, apesar de estarem necessariamente incompletas. Estamos trabalhando ativamente para criar um grupo de FAQs (do inglês – Perguntas feitas com frequência) para um novo site sobre a Missão Europa e eu espero que isso ajude as pessoas no futuro. Por favor, de uma olhada no artigo endereçado como um complemento às suas perguntas:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8537992.stm

 

Abraços,

-Bob P.

 

CP – É praticamente um senso comum que Europa abriga água em seu interior. Podemos ter certeza disso? Quanta água pode haver lá?

BP – Não temos certeza, mas os dados do magnetômetro da Sonda Galileo são convincentes, já que mostram evidencias de um campo eletro-magnético, o que sugerindo uma provável camada de água abaixo do gelo. Provavelmente há cerca de duas ou três vezes a quantidade de água contida em todos os oceanos da Terra.

 

CP – As fraturas que nós vemos nas fotos de Europa são indicação de água próxima a superfície?

BP – Isso é um assunto de acirrado debate científico. Alguns modelos sugerem que a água está diretamente envolvida, outros sugerem que água está muito abaixo do gelo e se envolve apenas indiretamente no processo. Pessoalmente, acredito que as evidências apontam para a segunda opção.

 

CP – Para abrigar a vida como conhecemos é preciso ter água, matéria orgânica e energia. Se a água for uma certeza, o que podemos dizer dos outros elementos?

BP – Os elementos dos quais a vida é feita devem ser abundantes em Europa, caso o oceano esteja sem dúvida em contato com algum leito rochoso. Já a questão sobre a energia química necessária é bastante incerto. (Para mais detalhes, veja a entrevista a BBC citada acima.)

CP – Nós sabemos que o imenso campo magnético de Júpiter pode ser letal a vida e a matéria orgânica em geral, então, como a vida poderia sobreviver em Europa.

BP – A camada de gelo que envolve Europa funciona como um escudo para seu interior protegendo-o da radiação, que pode penetrar pouco mais de um metro no gelo.

 

CP – Existe alguma chance da próxima missão a Júpiter, Juno, nos ensinar algo mais sobre Europa?

BP – Infelizmente essa missão será focada apenas em estudar a magnetosfera e o interior de Júpiter. É pouco provável que nos dê alguma informação sobre Europa.

 

CP – Podemos esperar uma missão submarina para Europa em nosso período de vida, ou isso ainda é ficção científica?

BP – Atualmente e nosso período de vida temo ser apenas ficção. Entretanto, esforços contínuos, incluindo a EJSM (Europa Jupiter System Mission), deixaram essa realidade cada vez mais próxima.

CP – Graças a Missão Cassini sabemos muito mais sobre Encelado atualmente. Qual sua opinião sobre esta lua? Seria Encelado a Nova Europa?

BP – Encelado é sem dúvida alguma muito excitante! Provavelmente tem alguma água em estado líquido, certamente tem material orgânico e deve ter alguma energia química. O que ela não tem, necessariamente, é tempo. É possível que estejamos vendo Encelado em um momento muito especial em sua história, sendo que na maior parte de sua história essa lua deve ter permanecido inativa. Se a vida leva muito tempo para evoluir, o que parece provável, então Encelado pode não ser um lugar provável para encontrá-la. Mas é um excelente lugar para entendermos como as luas geladas funcionam; Encelado está nos mostrando a geologia de um satélite gelado em ação!

 

CP – Por fim, a última pergunta é responsável por muitas discussões acaloradas em fóruns e sites especializados: Marte ou Europa? Qual o mais provável para se encontrar vida atualmente? (Uma opinião pessoal seria ótimo!)

BP – É provável que Marte possa ter tido alguma vida em um passado distante. Mas pessoalmente eu acredito que para procurar vida nos dias de hoje, Europa é nossa melhor aposta.

 

Para saber mais sobre a futura missão para Europa acessem:

https://opfm.jpl.nasa.gov/europajupitersystemmissionejsm

 

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Espero que tenham gostado dessa pequena entrevista com o Professor Papplardo. Traremos muitas outras futuramente e, claro, estamos abertos a sugestões. Se quiserem entrar em contato conosco para sugerir algum astrônomo ou assunto, basta deixar um comentário abaixo ou enviar um e-mail com sua sugestão para nós!

Um abraço de toda equipe do Céu Profundo.

 

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Artigos : Vênus, Marte, Regulus e Saturno esta noite.
Enviado por Savino ligado 04/06/2010 17:40:00 (362 leituras)

 

Saudações, colegas do Céu Profundo!

 

A partir de hoje vamos começar a trazer para vocês, todas as sextas, um levantamento geral do céu para todo o final de semana. Afinal, não somos todos que podemos observar a vontade durante a semana!

 

Claro que como existem milhões de objetos e centenas de formas de observá-los não podemos tratar de todos, vamos somente, pelo menos por enquanto, tratar dos fenômenos mais interessantes e de preferência voltados para a maior gama de observadores possíveis, ou seja, preferencialmente fenômenos visíveis a olho nu, binóculos e telescópios pequenos (100 mm para baixo).  Avisaremos caso seja neceaisassário um telescópio maior.

Sem mais delongas, vamos aos eventos para o fim de semana!

 

A partir deste mês até final de agosto, aproximadamente, Vênus, Marte e Saturno promoverão um espetáculo e tanto logo após o por do sol.  Hoje, dia 04-05-10, os três planetas estão relativamente distantes um do outro como representado na foto abaixo:

 

 

No dia 26 de agosto deste ano os três planetas estarão dispostos assim, aproximadamente no mesmo horário:

 

 

Regulus e Marte serão um fenômeno aparte neste fim de semana. Ambos estarão muito próximos e com praticamente a mesma magnitude (1.15 para Marte e 1.35 para Regulus).

O interessante neste caso em particular é contraste de cores dos dois corpos, pois Regulus tem um tom bastante azulado enquanto Marte vai ao oposto do espectro, sendo bem vermelho.

 

A leste escorpião estará nascendo neste mesmo momento, oferecendo uma bela vista durante a noite toda. Próximo a Zeta de escorpião está o aglomerado NGC 6231 um belo espetáculo para quem tem um telescópio, ou mesmo a olho nu em um lugar sem poluição luminosa.

NGC 6231 está cerca de 5.900 anos-luz da Terra e tem aproximadamente 3.2 milhões de anos, sendo considerada uma formação absurdamente recente.

Mais ao sul o Cruzeiro do Sul e Centauro já estarão bem altos neste horário mas serão garantias de boas observações para qualquer pessoa, seja de olho nu e mini-hubbles!

Para os equipados com binóculos e pequenos telescópios uma tradicional recomendação nesta época do ano é a caixinha de jóias, ou NGC 4755 localizado um pouquinho abaixo de Mimosa (Beta Crucis).

Uma curiosidade sobre este aglomerado é o fato dele conter em grande parte as estrelas supergigantes mais brilhantes de toda a galáxia. Para quem estiver de olho nu, este aglomerado parece uma estrela de 6ª magnitude.

A lua nasce por volta de meia noite e vinte e será uma boa para quem tem um binóculo ou qualquer telescópio de abertura pequena.

Recomendo, para quem conseguir aumentos de pelo menos 50x, dar uma observada no meu trio favorito de crateras lunares, Arzachel, Alphonsus e Ptolomeus,  localizadas exatamente no meio da lua e hoje estarão com metade de sua extensão coberta por sombras.  As três crateras juntas cobrem aproximadamente uma distancia de 400 km.

 

E para quem for resistir ao frio da madrugada Júpiter nascerá por volta de uma hora da manhã, juntamente com Urano, mas neste caso, só com um telescópio de pelo menos 10”.

 

No mais, fica o desejo de céu limpo a todos e um bom final de semana.

 

 

 

 

 

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Artigos : A Phoenix está morta!
Enviado por Savino ligado 25/05/2010 14:20:00 (277 leituras)

 

A agencia espacial NASA anunciou oficialmente que a Sonda Phoenix está morta. Segundo fotos enviadas esta semana pela MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) os painéis solares que alimentavam as sondas foram quebrados, provavelmente devido ao acumulo de gelo de CO² durante o duro inverno marciano.


 

A NASA tentou diversas vezes nos últimos meses restabelecer contato com a Phoenix assim que o inverno marciano acabou, entretanto, não houve resposta alguma, o que já era um sinal do possível estado da sonda.


 

A Phoenix completou seu trabalho e superou sua expectativa de vida e mesmo que seu trabalho tenha terminado a analise das atividades científicas da nave vai continuar por um bom tempo. - Disse Fuk Li, coordenador do programa de exploração de Marte do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL).


 


 

Havia uma pequena chance...


 

A Phoenix não foi projetada para sobreviver ao duro inverno no polo marciano e os coordenadores da missão jamais estiveram muito otimistas em relação ao sucesso da nave em atravessar o inverno. Com o sol muito baixo no céu marciano a nave não tinha como coletar luz o bastante para manter-se aquecida e com as baixas temperaturas seus componentes eletrônicos simplesmente congelaram.


 

Entretanto, os coordenadores do projeto ainda acreditavam numa pequena chance de sobrevivência da sonda. Agora, com a foto tirada pela MRO essa pequena chance foi convertida numa certeza; a de que os painéis solares da Phoenix não estão mais lá.


 

As imagens de antes e depois estão muito diferentes – Disse Michael Mellon da Universidade do Colorado, membro da equipe científica tanto da Phoenix quanto da MRO – A sonda parece menor e apanas algumas das diferenças podem ser explicadas pelo acumulo de poeira.


 


 

Missão Cumprida!


 

Durante seus curtos cinco meses de estadia a Phoenix fez uma série de descobertas impressionantes, como a presença de gelo de água alguns centímetros abaixo da poeira do solo e carbonato de cálcio, mineral que indicaria a presença de água liquida (no caso, água que sofreu o processo de descongelamento.). A sonda também descobriu aspectos químicos do solo que teriam implicações para a vida em Marte assim como observou a precipitação de neve.


 

A descoberta mais importante da missão foi do perclorato, um químico oxidante que pode ser tanto alimento quanto veneno para alguns organismos aqui na Terra.


 

Nós descobrimos que o solo acima do gelo age como uma esponja, com o perclorato coletando água da atmosfera e o segurando. - Disse Peter Smith, Diretor de Investigações da Universidade do Arizona – Você pode ter uma finíssima camada de água capaz de servir como um ambiente habitável. Um micro-mundo do tamanho de um grão de areia... é aí que está a ação.

 

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Divulgação científica : Órbitas e zonas habitáveis.
Enviado por Savino ligado 24/05/2010 17:00:00 (266 leituras)

 

Segundo novos estudos baseados em modelos computadorizados, muitos dos exoplanetas que existem podem ficar dentro da zona habitável da estrela quanto fora, devido a forças exercidas por gigantes gasosos com órbitas muito excêntricas.


 

Espera-se que um planeta tipo a Terra que orbite indo em direção a borda interna da zona habitável da estrela mantenha essa órbita durante bilhões de anos - diz o pesquisador pós-doutorado em astronomia da Universidade de Washington, Rory Barnes – mas ao adicionar um planeta como Júpiter com um órbita muito elíptica, como a maioria dos que temos encontrado, e coisas estranhas começam a acontecer com o planeta menor.


 

Segundo Rory Barnes, a órbita do planeta tipo a Terra iria elongar-se e depois voltaria a ser circular novamente num período de no máximo 1.000 anos. Durante essas mudanças de órbita a água que por ventura existir no planeta poderia simplesmente evaporar-se toda. O mesmo princípio valeria para um planeta que orbitasse a borda externa da zona habitável só que ao contrário do primeiro exemplo, sua água congelaria completamente.


 

O maior problema aqui é que a zona habitável é algo muito complicado – continua Barnes – o próprio clima da Terra é afetado um pouco a cada dezena de milhares de anos então é possível que em alguns sistemas distantes a disposição dos corpos em torno da estrela seja importante para definir a habitabilidade do planeta.


 

Mais do que simplesmente o clima, continua Barners, a própria atividade geológica do planeta pode mudar no caso do planeta orbitar uma estrela com um terço da massa do nosso sol. Neste caso a zona habitável é muito próxima da estrela e a força de maré proveniente da gravidade desta estrela é crucial para determinar se o planeta pode ou não ser habitável. Coloque um Júpiter excêntrico nessa equação e coisas estranhas começam a acontecer com o planeta. Seria um mundo que alternaria entre eras de alto vulcanismo e terremotos e eras de calmaria completa.


 

Há um zoológico louco de planetas por aí que são habitáveis mas suas propriedades serão muito diferentes das propriedades da Terra e serão diferentes graças a seus vizinhos excêntricos. Disse Barners


 

 

 

 

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