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Categoria: Binóculos
Título: Binóculo Cintrax Astroview 10x60 Popular visitas:228
BINÓCULO CINTRAX ASTROVIEW 10 X 60

Meus primeiros contatos com a observação do céu fez-se com um bino russo, antigo, marca Tento, 7X35, que até hoje é meu companheiro de observações. Depois de passar ao telescópio, comprei um Celestron 12X60, para utilizar em viagens, o qual aproveitei muito pouco, pois, malfadadamente, a maioria das minhas viagens foi a lugares com mau tempo. Vendi o bino e passei a usar apenas o 7X35. Acabei sentindo falta da maior amplificação e abertura e resolvi adquirir este Astroview 10 X 60.
Como existem sempre muitas dúvidas quanto a marcas e modelos no Fórum, resolvi após testar o bino divulgar este review, apesar da minha pouca experiência com binóculos.
Conforme um companheiro aqui do CF já relatou, este bino é fabricado pela Ufind, indústria chinesa de binóculos, e vendido no Brasil pela Cintrax Opto (Astroshop). A Ufind produz vários diferentes modelos de binóculos que são comercializados pelo mundo por diversas marcas, inclusive a conhecida Oberwerk, nos EUA.

DADOS TÉCNICOS

Fabricante: Ufind Chinese Binoculars Manufacturer and Exporter
Amplificação: 10X
Diâmetro das objetivas: 60mm
Campo Real de Visão: 5,2º (92 mts em 1000 mts)
Pupila de Saída: 6mm
Alivio de Olho: 20mm
Distância Mínima de Foco: 7m
Prismas: Porro Bak 4
Comprimento: 23mm
Coating: Broadband fully multi-coated
Peso: 1,2 Kg

ACESSÓRIOS

1 bolsa de nylon, com forro de espuma
1 alça de nylon
1 adaptador para tripé
2 tampas para proteção das objetivas
Tampa única para proteção das oculares
1 flanela para limpeza

CORPO E MECÂNICA

O binóculo tem corpo inteiramente metálico, aparentando uma constituição sólida. Não possui indicação de marca, tendo gravado apenas o modelo “Astroview” e o campo em metros (92 em 1000). É revestido por uma camada de borracha por quase toda sua superfície, com exceção das faces superiores, laterais às oculares. Com base neste revestimento, os fornecedores divulgam-no como “resistente à água”. Contudo, não é lacrado, nem preenchido com nitrogênio, o que, a meu ver, torna esta resistência um tanto relativa. Porém, além da umidade, o revestimento protege contra arranhões e eventuais pancadas (leves, é claro). As tampas de borracha têm diâmetro um tanto largo, em relação ao das objetivas, o que as deixam frouxas e caindo com muita facilidade. Não é possível pendurá-lo no pescoço com as oculares tampadas, por exemplo, já que elas não se sustentam no tubo do bino. A alça para pendurar no pescoço é de nylon fino e, pelo peso do bino, desconfortável para uso por muito tempo. Em contrapartida, o suporte para tripé é todo em metal, sólido, tem a base revestida com material antiderrapante e a rosca de fixação possui uma “empunhadeira” cilíndrica, emborrachada, garantindo firmeza no aperto da rosca.
O focalizador gira com relativa suavidade, porém firme e sem folgas. É menos suave que o meu Tento e bem mais que o antigo Skymaster. O ajuste da distância interpupilar tem a mesma característica de “suavidade firme”. Os protetores de olhos das oculares (eyecups) são de borracha macia, e dobráveis, facilitando as observações com óculos.

ÓTICA

As lentes oculares possuem um diâmetro de 23mm, sem contar a película de borracha do eyecup, portanto, bem acima dos 13mm prescritos na literatura, abaixo dos quais a posição dos olhos em relação a elas pode se tornar crítica. A pupila de saída é brilhante e perfeitamente circular, denotando a qualidade Bak 4 dos prismas. As lentes, tanto das objetivas quanto oculares, apresentam um reflexo azul intenso, revelando o revestimento multi-coated. Não há manchas indicativas de falhas no coated.

TESTES E OBSERVAÇÃO DIURNA

Já havia observado por outros binóculos, anteriormente, embora sem finalidade astronômica. Já tive uns genéricos e dois pequenos binos da marca Tasco. Nunca havia identificado imagens tão luminosas quanto às do meu Tento, inclusive comentei este detalhe com um amigo, proprietário de um bino idêntico, que compartilhava a mesma opinião. O Celestron, embora com objetivas bem maiores e mesma pupila de saída, apresentava imagens mais escurecidas. Neste quesito o Astroview não me decepcionou, suas imagens são tão luminosas quanto as do bino russo. E pude comprovar isto tanto em observações diurnas, quanto noturnas.
Apliquei uma série de testes diurnos, indicados pela literatura, em relação aos quais passo a apresentar os resultados (em outra oportunidade, postarei os testes em outro tópico do Fórum).

a) Paralelismo dos eixos óticos – não notei duplicação de imagem, o que demonstra correção do paralelismo;
b) Colimação - A imagem não revelou diferenças de posição, nem “saltitou” na visualização alternada, indicando estar o bino colimado;
c) Qualidade ótica – as imagens permanecem nítidas até bem próximo à borda do campo visual, em mais de 2/3 deste, diria que em 75%, revelando boa qualidade ótica – a título de ilustração, óticas excelentes mantém a nitidez em 100% do campo;
d) Cromatismo – o teste da aresta não revelou nenhum reflexo de irisação de cores, indicando bom ajuste cromático;
e) Distorção – o teste da aresta também não revelou curvatura na maior parte do campo visual, apenas muito próximo à borda percebia-se leve curvatura, indicativo de um bom ajuste ótico.

As imagens são nítidas, claras e detalhadas. O único item em relação às observações diurnas a causar desconforto, no meu caso, é o peso do bino que prejudica a visualização à mão livre. É preciso, no mínimo, apoiar os braços para mantê-lo na altura dos olhos sem esforço excessivo e sem tremedeiras. O ideal é mesmo um tripé ou monopé. Em se tratando de uma amplificação de 10X, penso que esta é uma desvantagem característica de um bino com este aumento e objetivas de 60mm, que contribuem bem para aumentar o peso do equipamento. A idéia que fazemos, normalmente, é a de que um 10 X á para ser utilizado à mão livre. E neste 60 mm isto é, pelo menos, muito difícil.

TESTES E OBSERVAÇÃO NOTURNA

Embora com pouca experiência, sou da opinião de que a prova de fogo de um bino são as observações noturnas, principalmente as astronômicas. São elas que revelam o real potencial e as limitações de um instrumento.
Fiz duas observações com o Astroview. Uma rápida olhada, em Aracajú, com tempo nublado, e a segunda sob o céu metropolitano do Rio de Janeiro, numa Lua cheia, com 100% do disco iluminado, e bem perto do fulgurante Júpiter. Para completar, próximo ao litoral havia uma névoa um tanto espessa, espalhando ainda mais a luminosidade do céu. O seeing era inferior a mag. 2,8. O céu com brilho intenso, só valia mesmo para testes, ou, no máximo observação lunar.
Se manter o bino seguro nas mãos para observações terrestres é desconfortável, como afirmei, para as astronômicas, no meu caso, isto é impossível. Por isso, a observação foi realizada com o apoio de um monopé.
O primeiro objeto focalizado foi a Lua. Enquadrada por inteiro no campo do bino, aparece nítida, com imagens contrastadas e riqueza de detalhes. Não percebi imagens duplas ou fantasmas. Não identifiquei aberração cromática em toda a sua borda, bem demarcada, sem halos de luz em seu entorno. Porém, a imagem não aparece inteiramente livre de reflexões, pois percebi dois pequenos pontos, translúcidos, como duas pequenas “bolhas”, cada uma, um pouco acima e um pouco abaixo da imagem lunar. Mudando o ângulo de visão elas mudam de lugar, mas nunca se interpõem entre os olhos e a imagem. No meu caso particular, a presença destes pontos não chega a causar grande incômodo ou atrapalhar a observação.
Depois, passei a Júpiter, logo abaixo da Lua. O brilho do planeta causa pequeno coma na imagem de seu disco e, movendo-se o olhar pelas oculares, aparecem fachos de reflexo da sua luz. Quanto a isto, devo dizer que todos os (poucos, é verdade) binos em que observei Júpiter apresentaram alguma deformação da imagem. Se, com o Astroview, em todas as situações anteriores não percebi cromatismo, no caso deste planeta, em certos ângulos de visão aparecia um pequeno chumaço esverdeado, na posição das 2 horas. Embora as condições de céu fossem muito ruins, como já descrito, vi claramente as Galileanas.
Passei ao teste da visão estelar. As estrelas, principalmente as de menor magnitude, não aparecem como objetos pontuais propriamente, porém apresentam pequenas projeções luminosas simétricas por toda a volta, o que indicaria o limite dos níveis de normalidade da imagem, segundo Guilherme de Almeida. Ocorre que, além disso, as estrelas mais brilhantes, como Antares, formam um leve coma, que se projeta como um diminuto risco, na posição das 4 horas. Na maior parte do campo visual não se manifestam outras deformações, como alongamento ou achatamento da imagem, que permanece constante pelos 75% do campo, aumentando o coma de modo cada vez mais acentuado nos 25% restantes.
Apesar do intenso brilho celeste, tentei observar outros objetos. Vi Omega Centauri, numa posição muito desfavorável, já próximo ao horizonte, com a imagem tão nítida quanto o céu permitia. M6 e M7 foram vistos com muita facilidade, assim como NGC 6231, em Escorpião. Em Sagitário observei M23 e arrisquei o aglomerado globular M 22, sem grandes esperanças, já que este se encontrava bem próximo da Lua e de Júpiter logo ali atrás, em Capricórnio. Entretanto, para minha satisfação, lá estava ele, bem visível, ao lado da “tampa do bule”.
A noite avançava, os luminares, Lua e Júpiter, alcançavam o Zênite, a névoa aumentava e o trabalho aguardava-me na manhã seguinte. Nestas circunstâncias dei por encerrada a cessão de testes.

CONCLUSÃO

As observações e testes descritos revelaram que o Cintrax Astroview 10 X 60 é um equipamento com boas características óticas e mecânicas. Neste último caso, deve-se levar em conta que a combinação 10X com 60mm de objetivas apresenta desvantagens quanto à sustentação manual do instrumento.
Quanto à qualidade, pelas descrições e análises disponíveis em relação a binóculos em geral, percebe-se que ele não é propriamente um “top de linha”, porém, entre as vantagens e limitações que oferece, apresenta-se como um bino de qualidade dentro da faixa de equipamentos na qual concorre. É um binóculo relativamente barato, no patamar dos U$ 120,00 fora do Brasil e o dobro disso, ou pouco mais, quando adquirido aqui, portanto, suas vantagens devem ser pensadas neste limite de preço. Suas imagens são luminosas, nítidas e, praticamente, sem cromatismo. O aproveitamento do campo visual é bem razoável, com imagens perfeitamente nítidas, acima dos 2/3 prescritos na literatura - com exceção das imagens estelares, como referido anteriormente. Também, como já dito, suas limitações não prejudicam, ou mesmo tornam incômodas as observações. Pelo contrário, no meu caso, o pouco que vi me satisfez bastante. Na minha opinião, trata-se de uma excelente relação custo-benefício para aqueles que, como eu, não se dispõem, ou não podem, desembolsar cinco, dez ou mais vezes este valor, para obter imagens perfeitas, ou mais próxima disso.
O Astroview e eu estamos devendo um para o outro noites mais propícias a observação, com céus mais limpos e escuros. Certamente, faremos muitas delas, pois esta parceria está recém começando.
Termino lembrando a quem de direito que o bino merecia umas tampinhas melhores!

Review enviado: 18/9/2009
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Categoria: Telescópios Telescópios até 100mm de abertura
Título: Luneta Jiehe 20-60x60 Popular visitas:501
Um tempo atrás tive a oportunidade de observar algumas coisas por uma destas lunetas terrestres da marca Jiehe.
Esta é uma luneta com ocular fixa de zoom 20x a 60x aproximadamente. Vem em um tripé fotográfico com montagem alta-azimutal.
Na observação terrestre o aumento é interessante e a imagem é até boa. De noite observei Saturno e a Lua crescente. A qualidade da imagem é boa quando se usa zoom baixo. Saturno apareceu bem definido e a Lua é o tipo de observação forte para uma luneta destas.
A qualidade da imagem é bem satisfatória. O focalizador é bem firme e funciona bem. Os pontos negativos ficam por conta do campo de visão pequeno da ocular, ocular com muitos blackouts, e principalmente o tripé que treme muito, tem movimentos ruins, e é completamente inadequado para uso tanto terrestre como astronômico.
Por essas e outras esta é uma luneta que serve para quem quer fazer observações terrestres e ocasionalmente dar uma olhada na Lua ou nos planetas. A luneta dá para usar bem, porém não recomendo o tripé que é muito ruim.
Review enviado: 27/4/2009
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Categoria: Telescópios Oculares
Título: Oculares Plossl da Celestron, GSO, e outras Popular visitas:449
Hoje no mercado existe uma linha de oculares Plossl que são vendidas sob diversas marcas como GSO, Celestron, Agena, etc. São as mesmas oculares taiwanesas comercializadas sob algumas marcas difentes.
Desta linha eu já usei a 6mm, 9mm e 32mm. Posso dizer que a 32mm é muito boa e cumpre perfeitamente seu papel de ocular de baixo aumento e grande campo. Ela possui um campo aparente de 46º o que é praticamente o máximo permitido para uma ocular 32mm padrão 1.25" (muita gente procura ocular 1.25" 32mm 'ultrawide' sem saber que não existe...).
A ocular de 9mm é boa, tem boa correção cromática no centro e contraste aceitável. Não é uma maravilha mas quebra o galho para ter uma ocular barata e com qualidade boa. A ocular de 6mm também é boazinha porém o alívio de olho nela é muito curto o que a torna muito desconfortável para utilização, não recomendo.
Quem precisa usar óculos para observar no telescópio não pode fazê-lo com a 9mm nem com a 6mm, precisa ficar acima da de plossl 15mm para ter alívio de olho suficiente.
Existe alguma aberração cromática na borda do campo das plossl mas nada que atrapalhe. A correção do campo é razoável, maior que em uma ocular kelner mas bem menor que em um ortoscópica.
Enfim, estas oculares Plossl são uma boa pedida para ter oculares de qualidade razoável por um preço acessível. São muito melhores que o lixo que se encontra por aí comos as H20, SR4 e algumas plossl bem genéricas, mas por outro lado ficam aquém da performance de oculares mais especializadas. As plossl podem não ser oculares excepcionais, mas são 'pau pra toda obra'.
Review enviado: 19/1/2009
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Categoria: Telescópios Telescópios de 100mm até 250mm de abertura
Título: Telescópio Meade LX90 Schimidt Cassegrain Popular visitas:778
Esta é uma breve análise do telescópio Meade LX90, um schimidt cassegrain com objetiva de 8" que vem em uma montagem alta-azimutal de forquilha que é motorizada e computadorizada com o controlador Meade Autostar 497.
Para ser bem sincero só utilizei este telescópio uma única vez. As principais características mecânicas que posso comentar é do seu grande peso o que difilculta o manuseio pra transporte. O tripé tem pernas de aço e o conunto montagem+tubo também é bem pesado. Este é um fator que diminue a portabilidade pois enquanto o tamanho reduzido do tubo é um fator que facilita o transporte, o grande peso joga contra dificultando. No geral é um telescópio que não dá muito ânimo de ficar levando para o quintal sempre que for fazer uma observação despretensiosa.
O movimento dos eixos da montagem é bem suave, e o focalizador também. A buscadora é uma 8x50 muito boa porém fica em uma posição muito difícil se utilizar quando o telescópio está apontado para o zênite.
Vou ficar devendo comentários sobre o sistema motorizado de acompanhamento e GoTo. Eu já usei o 494 e sei mais ou menos como funciona, mas como não sou fã acabei nem ligando o sistema na tomada e preferi fazer tudo manualmente.
Opticamente testei o telescópio apenas em Júpiter e em alguns asterismos. O pacote original da Meade vem com oculares medianas, que não estão à altura do porte e estilo do instrumento. A diagonal é prismática e não de espelho o que pode comprometer a qualidade da imagem. Por isso usei minhas próprias oculares para não comprometer o teste com as oculares originais. Usei Plossl 25mm, TMB Planetary 4mm, Orion ED2 9mm, ortoscópica Kokusai 7mm e uma ultrawide 11mm.
Como estou acostumado com telescópios newtonianos de relação focal curta a primeira coisa que notei é que as oculares que eu usava para aumentos moderados davam aumentos fortes neste schimidt cassegrain, obviamente devido à sua razão focal longa de f/D 10. Isto faz com que o observador tenha a impressão de que o telescópio não é tão luminoso como um 8" f/D 6 por exemplo já que com as oculares comuns de 1.25", que é o máximo que o Meade LX90 aceita, o aumento mínimo com máximo campo fica na faixa de 50x a 60x o que dá um campo médio de 0,86º contra 1,3º em um telescópio newtoniano 8" f/D 6 que é o tipo mais comum de encontrar.
Depois de constatar estas coisas óbvias que são consequência da razão focal típica dos cassegrains, eu resolvi observar Júpiter para ver se era verdade a conversa de que a obstrução central grande de um schimidt cassegrain prejudica o contraste da imagem. A princípio eu diria que sim, embora a comparação não tenha sido direta com outro telescópio ao lado, eu tive a impressão de que com 170x Júpiter deveria ter muito mais contraste do que estava apresentando naquela ocasião, pois eu andava observando muito o planeta com outros telescópios nos quais eu via que com cerca de 170x de aumento os problemas da atmosfera daqueles dias não impactavam tanto.
Ficou na minha cabeça que com os newtonianos 8" a imagem planetária tinha mais contraste que neste 8" schimist cassegrain. Não posso especificar se esta perda de contraste é somente devido à obstrução central maior ou se também é reflexo do maior número de componentes ópticos que compõem o telescópio, causando maior dispersão e somando aberrações.
Outro problema relatado nos schimidt cassegrain é a aclimatação difícil e demorada. No 8" nesta ocasião eu não notei grandes problemas de turbulência na imagem, talvez neste tamanho pequeno a aclimatação ainda não seja uma grande vilã destes telescópios como diz ser nos 14" e maiores.
Para finalizar, em termos gerais o Meade LX90 parece um telescópio bem construído, robusto e cheio de recursos mecânicos e eletrônicos, mas não parece lá aquelas coisas em termos de performance real. Como eu avalio a performance em relação ao custo eu posso dizer que é um equipamento caro e que no meu caso não traz vantagens em relação à outras opções mais baratas e com melhor performance.
Review enviado: 07/1/2009
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Categoria: Câmeras e acessórios para Astrofotografia
Título: Canon A530 Popular visitas:309
A Canon A530 é uma câmera digital da linha básica da Canon. Ela já saiu de linha faz algum tempo mas as principais características eu vou listar aqui:
-Sensor 5 MegaPixels
-Zoom óptico de até 4x
-Modo filmagem com resolução de até 640x480
-Modo Manual com ajuste de tempo de exposição, diafragma, ISO, etc
-IsO de 80 até 800
O que diferencia estas cameras Canon das outras na mesma categoria é o modo de operação manual onde o fotógrafo ajusta os parâmetros de exposição e pode fazer fotos com até 15 segundos de exposição, essencial para fotos noturnas.
Fora isso é uma camerazinha como outra qualquer.
Utilizo esta câmera para fazer algumas fotografias do céu estrelado e também em modo afocal adaptada no meu telescópio.
Os resultados são medianos. Usando a câmera no tripé apontando para o céu, em modo manual com 15" de exposição e ISO variando de 200 a 800 eu consigo registrar uma fração do que se vê a olho nu. Com ISO 800 há muito ruído estragando a foto por isso fico limitado a no máximo 400 que mesmo assim já tem um estrago.
Em afocal no telescópio eu percebo que a câmera não é capaz de registrar a imagem da ocular sem degrada-la consideravelmente. Depois de ter comparado com uma Sony com lentes Carl Zeiss, eu acredito que o problema seja as lentes da Canon que dão uma imagem pouco vívida e também meio granulada o que talvez seja problema do sensor.
Com a experiência e persistência consigo fazer coisas com esta câmera que outros amadores com câmeras semi-profissionais não conseguem por falta de estudo e treino. Mas sinceramente a minha Canon A530 é um pouco decepcionante por degradar tanto a imagem e por ter pouca sensibilidade à condições de pouca luz.
Review enviado: 12/12/2008
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