
Impressão artística de um disco de matéria em torno de uma estrela.
“Viva rápido, morra jovem e seja um cadáver bonito.” Essa frase do famoso escritor Oscar Wilde pode ser um tanto quanto mórbida, mas cai como uma luva quando o assunto é a vida das estrelas super-massivas e aparentemente, a vida dos seus planetas.
Um time de astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics e do National Optical Astronomy Observatory examinaram uma região de formação estelar conhecida como W5, na região de Cassiopéia, cerca de 6.500 anos-luz do Sol.
A equipe usou o Telescópio Espacial Spitzer, assim como o telescópio em terra Two Micron All-Sky Survey para eximar discos de poeira em cerca de 500 estrelas de classe A e B (Que são em média cerca de 2 a 15 massas solares). Dentre essas 500 cerca de 10% apresentam discos de poeira e destas 50, 15 apresentam um vazio no interior do disco, o que significa que podem ter planetas recém-formados, aproximadamente do tamanho de Júpiter.
O time também sugeriu que todas as estrelas super-massivas apresentam discos de matéria no início de suas vidas, mas devido à intensa radiação e ventos estelares esses discos tendem a desaparecer rapidamente. Acredita-se que as estrelas observadas na região tenham em média de 2 a 5 milhões de anos e grande parte delas já não apresenta mais o disco de matéria. Em outras palavras, se planetas vão se formar em órbita desses gigantes é melhor que formem rápido.
Para os que aguardam a notícia de planetas que possam abrigar vida (como a gente entende)essa não é muito promissora, entretanto, segundo Xavier Koenig do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, esse estudo ajuda na compreensão de como os planetas se formam.
Estrelas como essas vivem cerca de 10 a 500 milhões de anos, ou seja, qualquer forma de vida que se arrisque em um sistema como esse, terá que agir bem rápido. |